sábado, outubro 28, 2006

sonhando sob o manto de Morfeu

Bons sonhos!

Criando Dorotéias esculpidas em luxúria
Tingindo de sangue a água pura
Expressando emoções
Lindas e ludibriantes
Ou devastadoras e aterrorizantes

Um lugar surreal
Onde a imaginação é fonte de maior força
Dando-lhe nas mãos o poder de mudar o mundo
Mas tendo nos pés o medo e a preguiça q o fincam a tudo

Um pesadelo a cada esquina
Você tenta escapar em um túnel que não termina
É um bote furado
E você se afoga em memórias
Engasgado com lamentações
E vontades de repetir os finais sem glória

A verdade é sinônima de melhor história
Calúnia é vitória
Rodeado de seres fantásticos
Não penso...
Deixo-me levar
Admirado com esses que sabem enganar

Um belisco para saber quando vai acabar
Até a hora de deixar esse mundo irreal e mentiroso
E dormir, ao fim de mais um dia como qualquer outro

Neto Robatto


Por problemas pessoais, demorei um pouco pra postar. Mas aqui está ele! Um pouco complicado eu sei, feito um pouco as pressas também, mas vale uma boa reflexão

imagem e texto feitos por: Neto Robatto

quarta-feira, outubro 25, 2006

Aranhas

Aranhas


As aranhas tecem suas teias

Com todo cuidado e muita habilidade

E conhecem cada parte de seu trabalho

Mas se por algum motivo caírem na própria teia

Embaraçam-se e não conseguem sair


Assim como as aranhas somos os homens

Tecemos teias de hipocrisia e mentiras

E quando achamos que alguém caiu na nossa teia

Percebemos que não, tudo que pegamos somos nós mesmos

E não podemos mais sair


Morreremos em nossas teias

Presos a elas

Porque não podemos fugir das mentiras

Gabriel Bob Nascimento Santos

Bem galera, acho que o texto não ficou muito bom, mas acredito que dá para passar a idéia.O texto e o desenho são meus, se alguém não entendeu o desenho, se trata de uma aranha presa a teia. Tó postando de novo porque Netto pediu pra postar no sabado, não deixem de continuar visitando, e o proximo post promete. Valeu galera

E nosso caro amigo João Guilherme escreveu um conto ( acho que é um conto..) baseado no desenho ! Ele se intitula..

A TEIA

Era uma vez uma aranha chamada Mentira. Mentira nascera na selva, mas se mudara de lá para a cidade, pois achava que era um ambiente mais propício para a sua sobrevivência. Mentira levava uma vida despreocupada, já que seu único trabalho era construir teias e esperar que suas vítimas ficassem presas nelas.

As vítimas da Mentira eram das mais variadas. De insetos até ratos, a Mentira devorava todos. Mentira gostava de passear, com suas muitas porém curtas pernas, pela casa em que residia. Mentira morava com humanos: Um casal e dois filhos. Embora fossem quatro, o único da família que não tentava matá-la era o filho mais velho. Eles se davam muito bem.

A família humana não era pobre, mas tudo o que tinha era resultado de muito trabalho e suor. Em uma de suas conversas com Mentira, o filho mais velho relatou as suas indignações. Ele dissera que o mundo era injusto e era difícil subir na vida. Que ele estava cansado de todo o tempo lutar pelo que a burguesia nunca o daria. Que o sistema capitalista era uma porcaria e que aquela história de honra e dignidade, ética e honestidade, esforço e resultado, que seus pais tanto lhe falavam, não passava de baboseiras emolientes. Lembrou-se ainda das palavras do pai: “Não reclame tanto. Só é possível mudar o que se entende. Só é possível entender, se entender você quiser!” Ele as desprezava. Mentira, com pena, então lhe ensinou o segredo de seu sucesso. Ela ensinou-o a tecer fios. E se ele praticasse bastante, logo ele teria uma teia tão enorme que todos os seres sucumbiriam nela.

Pela primeira vez na vida, aquele garoto, de fato, se esforçou. Ele ficou tão bom que, só de andar, enormes fios eram tecidos por todos os lados. A sua gigantesca teia começou a dar certo. Começou a enriquecer, arrumou uma bela namorada e as pessoas gostavam dele. O único problema que teve foi com a família, que conseguiu enxergar a teia do jeito que ela era: pegajosa e mortal. De qualquer maneira, para o discípulo da Mentira, aqueles que não acreditavam nele, não mereciam sua atenção.

O garoto virou o Homem mais rico do mundo, se casou e teve filhos. Levou a Mentira para morar com ele na casa mais luxuosa do mundo. A casa, como era de se esperar, era uma vastidão de fios interligados. Além da Mentira e do Homem, os filhos também teciam. Tudo parecia perfeito, na mais perfeita teia... A Mentira, entretanto, conheceu, naquele ambiente majestoso, uma mosca de olhos imensos, a Inveja. A Inveja disse para a Mentira que a teia era naturalmente construída melhor pelo Homem, e que na condição de aranha ela fora burra ao ensiná-lo como tecê-la.

A Mentira queria tecer as maiores e melhores teias novamente. Sabia ela que, sendo uma aranha, não iria vencer o Homem. Foi aí que ela teve a brilhante idéia de matá-lo.
- Vou matá-lo, - disse a Mentira – vou matá-lo agora.
O Homem pensou em matá-la primeiro, mas lembrou-se que ela fora o segredo de seu sucesso. Não poderia matar a base do seu império, então tentou fugir dela. A Inveja estava observando de longe no momento em que o Homem ficou preso na própria teia, e a Mentira cortou uma relação aparentemente simbiótica, ao picar-lhe o rosto. O veneno penetrou em seu cérebro e seu corpo ficou pendurado em fios fúnebres...

Certamente o Homem esperava que fosse morrer nas mãos da Ética, Honestidade ou Justiça. Mas não foi necessária a participação de tais leões, visto que a própria Mentira o matou enquanto ele se embolava na própria teia. A Mentira não morreu. Ela viu os filhos do Homem terem ainda mais filhos, e assim sucessivamente. Ela olhava, com seus oito olhos, para todos os seus rebentos. E sabia que, cedo ou tarde, todos teriam o mesmo final.

sábado, outubro 21, 2006

Sucção


Sucção

Está sugando suas idéias
Drenando o seu cérebro

Sua mente se esvai
Você se perde
E ainda acha que é o dono dela
Que ali está porque quer
Mas não sabe nem selecionar o que vê
Porque você ama a sua TV

Ela faz parte de sua vida
Ela é importante, você acha
Ela te passa o pensamento dos outros
E você acata
Dizendo que
É o seu também
Que acredita naquilo que viu
Porque você não pensa mais

Seu cérebro

Ela sugou

E você não percebeu
E só pensa no que Ela te diz
E dorme na frente da TV
E acorda com Ela ligada
E come na frente da TV

E quando você morrer
Ela não lembrará
Porque
Assim como você
Há milhões
E Ela não se importa
Com nenhum.

Gabriel Nascimento Santos
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O poema e o desenho acima são de Bob, e eu farei uma breve análise sobre o tema. Eu tinha até um texto sobre isso, mas como estava demasiadamente ruim, vou fazer outro... só vou roubar o título ! ( acho que é única dissertação minha que tem título ! =P )
Lá vai .. obs : eu = João Guilherme !
*Me precaveram sobre fazer um texto grande porque os leitores são preguiçosos... Mas acredito que buscamos qualidade, não quantidade. E a qualidade não é para nós. É para vocês.

Ligado: Desligando.

Os atuais telespectadores vivem sonhando, distraídos. Trocaram um imenso globo redondo (a Terra ) por uma Globo quadrada ( a TV ) ? A televisão e tantos outros meios de comunicação (o que chamamos de mídia) têm tido um papel muito fraco nos últimos tempos. O que eu vejo é a perda do senso crítico das pessoas porque passam tempo demais sentadas, com suas bundas gordas, ouvindo apenas o que lhes é conveniente. Se pelo menos elas soubessem o que lhes é conveniente...

A mídia é tendenciosa e alienadora. É verdade. Eu já ouvi milhões de pessoas afirmando a mesma coisa. Algumas com muita razão. Outras eu até achei graça, porque elas já estavam tão alienadas que leram isto em algum lugar e só fizeram repetir. Pergunte-as o motivo pelo qual elas defendem seus respectivos pontos de vista... Não existem argumentos. Não existe verdadeira opinião. A culpa é dela? É da mídia? Dos seus pais? Professores? Provavelmente, um pouco de cada, com exceção dos (bons) professores. Tem também a questão do motivo pelo qual sempre procuramos alguém para pôr a culpa. Mas não fujamos do tema...

É um ciclo. Os pais deixam as crianças assistirem TV demais. A TV, por si só, aliena a criança. Até aí o indivíduo (criança) não tem culpa alguma. O indivíduo cresce. Ele começa a perceber que pode ESCOLHER o que assistir, ler, ouvir e falar. No momento em que ele escolhe continuar se alienando, a culpa é, em grande parte, dele. Ele vai aceitando tudo o que vê... Sua cabeça, por osmose, assimila tudo como verdadeiro. Ele não pensa. Talvez ele tenha professores e amigos que o ajudem a superar tal calamidade. Talvez não. E talvez, se tiver, não adiante. O indivíduo cresce. Ele tem filhos...

Por que a TV aliena? Porque ela não mais é um meio de comunicação neutro (se é que já foi!). Ela é movida por interesses financeiros, e dinheiro é raiz de problema. Não se importam tanto com a integridade ética e moral de seus telespectadores. Ela quer vender, e é fácil vender o que não presta! Eu sonho com uma TV que ensine A pensar... Não O QUE pensar! Até as ações filantrópicas são de interesse comercial. “Doamos dois milhões de reais! Compre na loja que é caridosa.” É uma vergonha.

São citáveis as ditaduras políticas. Todos os regimes nazi-fascistas utilizaram do monopólio dos meios de comunicação, para convencer o povo de que eles tinham uma verdadeira causa a seguir. Assim como Stálin, dentre outros, em regimes comunistas. Assim como Vargas, e muitos outros, que através da mídia, se mostraram melhores do que são. O que aconteceu? Guerras, massacres e torturas. A guerra entre a razão e a alienação ainda existe. As armas são diferentes. Hoje quem dita não é um ideal político, nojento ou nobre, mas sim o dinheiro. O dinheiro que se esvai com o nosso sangue. Os resultados são, e permanecerão sendo, os mesmos. “ Conte uma mentira cem vezes que ela passa a ser verdade. Minta, minta o tempo todo, e todos acreditarão” já dizia Hitler (não com estas palavras, mas o sentido era o mesmo). Analogias?

Como principal reflexo da alienação, temos a exclusão. Só serão aceitas as pessoas que forem reproduções cinematográficas da imbecilidade em forma de moda. Entenda-se se moda o que se veste, o que se usa, o que se consome e o que se pensa. O que se pensa...
Ser uma “reprodução cinematográfica da imbecilidade em forma de moda” requer dinheiro. Lucro para a TV. Engraçado, será que já falei em dinheiro? (tá, roubei uma parte deste parágrafo de uma redação do colégio...mas o texto é meu mesmo, posso me auto-roubar! =P)

Naturalmente, esta é uma breve análise típica de um alienado. No caso, eu. Muito fácil perceber que todas as análises foram, quase completamente, superficiais. Os porquês eu não soube explicar direito. Foi pura enrolação. Falei tanto, mas não falei quase nada. Provavelmente, meu objetivo de te fazer, pelo menos, pensar no assunto não foi alcançado. Mas a partir do momento que se sabe que se é um alienado... O que fazer?
Uma coisa que tem me ajudado bastante a me livrar (mesmo que aos poucos) de uma certa alienação, se resume a uma palavra aparentemente muito simples... Que agora vou usar no modo imperativo, segunda pessoa. PENSE!

quarta-feira, outubro 18, 2006

não somos o que mostramos ser

A verdadeira natureza de um ser se revela quando ninguém está presente para julgá-lo.
Neto Robatto

Agora, estaremos atualizando o blog todas as quartas e sábados, não deixem de conferir!

Caso haja alguma dificuldade de interpretação nos escreva para que possamos ajudar. Mas saibam que a interpretação é algo individual e cabe apenas a você tirar suas conclusões.


sábado, outubro 14, 2006

Finalmente Mundança ?


Finalmente Mundança ?

De quantas mortes eu me libertei ?
De quantas quedas já me levantei ?
Mas desta vez não há saída
Escolhi tal caminho que não a vida

Se eu não posso mais pensar no que não fiz
Do que posso , coração , me arrepender ?
Se não fui forte pra lutar pelo que quis
Te destinei , meu coração , sempre ao sofrer

Tanto pensei no chegar desse dia
O que será que eu terei vivido ?
Mas por medo de arriscar eu insistia
Em estar-só com o coração ferido

Ah , se eu soubesse amar o amor
Com o amor que sei que te amei
E se mostrasse que dei mais valor
Eu me tentaria a tentar , ao menos uma vez

Triste é o homem que tem medo da mundança
Feliz é aquele que sabe mudar a si mesmo
Pequeno é o que não enxerga esperança
Grande é aquele que assume o erro

Fui triste e pequeno , coração
Na vida miserável que chamei de minha
Será que é tudo a razão ?
Não fui o que fui , mas só o que tinha

É só neste instante que percebemos o quão bobo fomos
Pensar e pensar pouco vale , pensar e fazer determina quem somos
Pensei muito , é verdade , e disto não estou arrependido
O que me arrepende , além de tudo , é que pensei escondido

Se vou fechar um livro tão longo
E com tantas páginas em branco
Queria dizer , coração , que deveria tê-lo escutado
Mas não o fiz ; e agora , ingrato , me vou condenado.

João Guilherme M. M. de Almeida

Tá aí a primeira poesia que eu escrevi em português .. ( gostava de escrever em inglês )!
Acho ela legalzinha.. É do começo deste ano. O desenho é de Neto !

Gabriel Bob Santos Nascimento ;]


Bem vindos vianjantes de mentes estranhas... Só tem bonitão aqui rapaz... esses caras fotogênicos.... ;] bem bem... vamos ao que interessa... Ô.õ .... .... aaaa sim... Meu nome... é.... Gabriel... tá tá... Bob, é esse já é quase meu nome... e não me perguntem de onde veio isso, porque eu tambem não sei...0.Ô bem quanto a esse blog... bem isso aqui pode ser apenas fruto de sua mente.... ilusão delirio ou simplesmente a voz da razão te chamando.... que bla bla... o proposito desse blog ter passado do plano do pensamento para o "real/virtual" é nada mais nada menos do que lhe fazer refletir... ou apenas rir... boa sorte companheiros agora estamos no mesmo barco...

João Guilherme


Antes aqui havia muitas palavras. Agora eu só quero estar em paz.

Neto Robatto

Este sou eu, um dos três criadores desse blog que é dedicado a publicaçao de nossas idéias e obras.
Os outros criadores logo se apresentarão a vocês e teremos, após nossas apresentações, a oportunidade de os maravilhar com desenhos, poesias, frases, e claro, um pouco de besteirol. hehehe!