quarta-feira, outubro 25, 2006

Aranhas

Aranhas


As aranhas tecem suas teias

Com todo cuidado e muita habilidade

E conhecem cada parte de seu trabalho

Mas se por algum motivo caírem na própria teia

Embaraçam-se e não conseguem sair


Assim como as aranhas somos os homens

Tecemos teias de hipocrisia e mentiras

E quando achamos que alguém caiu na nossa teia

Percebemos que não, tudo que pegamos somos nós mesmos

E não podemos mais sair


Morreremos em nossas teias

Presos a elas

Porque não podemos fugir das mentiras

Gabriel Bob Nascimento Santos

Bem galera, acho que o texto não ficou muito bom, mas acredito que dá para passar a idéia.O texto e o desenho são meus, se alguém não entendeu o desenho, se trata de uma aranha presa a teia. Tó postando de novo porque Netto pediu pra postar no sabado, não deixem de continuar visitando, e o proximo post promete. Valeu galera

E nosso caro amigo João Guilherme escreveu um conto ( acho que é um conto..) baseado no desenho ! Ele se intitula..

A TEIA

Era uma vez uma aranha chamada Mentira. Mentira nascera na selva, mas se mudara de lá para a cidade, pois achava que era um ambiente mais propício para a sua sobrevivência. Mentira levava uma vida despreocupada, já que seu único trabalho era construir teias e esperar que suas vítimas ficassem presas nelas.

As vítimas da Mentira eram das mais variadas. De insetos até ratos, a Mentira devorava todos. Mentira gostava de passear, com suas muitas porém curtas pernas, pela casa em que residia. Mentira morava com humanos: Um casal e dois filhos. Embora fossem quatro, o único da família que não tentava matá-la era o filho mais velho. Eles se davam muito bem.

A família humana não era pobre, mas tudo o que tinha era resultado de muito trabalho e suor. Em uma de suas conversas com Mentira, o filho mais velho relatou as suas indignações. Ele dissera que o mundo era injusto e era difícil subir na vida. Que ele estava cansado de todo o tempo lutar pelo que a burguesia nunca o daria. Que o sistema capitalista era uma porcaria e que aquela história de honra e dignidade, ética e honestidade, esforço e resultado, que seus pais tanto lhe falavam, não passava de baboseiras emolientes. Lembrou-se ainda das palavras do pai: “Não reclame tanto. Só é possível mudar o que se entende. Só é possível entender, se entender você quiser!” Ele as desprezava. Mentira, com pena, então lhe ensinou o segredo de seu sucesso. Ela ensinou-o a tecer fios. E se ele praticasse bastante, logo ele teria uma teia tão enorme que todos os seres sucumbiriam nela.

Pela primeira vez na vida, aquele garoto, de fato, se esforçou. Ele ficou tão bom que, só de andar, enormes fios eram tecidos por todos os lados. A sua gigantesca teia começou a dar certo. Começou a enriquecer, arrumou uma bela namorada e as pessoas gostavam dele. O único problema que teve foi com a família, que conseguiu enxergar a teia do jeito que ela era: pegajosa e mortal. De qualquer maneira, para o discípulo da Mentira, aqueles que não acreditavam nele, não mereciam sua atenção.

O garoto virou o Homem mais rico do mundo, se casou e teve filhos. Levou a Mentira para morar com ele na casa mais luxuosa do mundo. A casa, como era de se esperar, era uma vastidão de fios interligados. Além da Mentira e do Homem, os filhos também teciam. Tudo parecia perfeito, na mais perfeita teia... A Mentira, entretanto, conheceu, naquele ambiente majestoso, uma mosca de olhos imensos, a Inveja. A Inveja disse para a Mentira que a teia era naturalmente construída melhor pelo Homem, e que na condição de aranha ela fora burra ao ensiná-lo como tecê-la.

A Mentira queria tecer as maiores e melhores teias novamente. Sabia ela que, sendo uma aranha, não iria vencer o Homem. Foi aí que ela teve a brilhante idéia de matá-lo.
- Vou matá-lo, - disse a Mentira – vou matá-lo agora.
O Homem pensou em matá-la primeiro, mas lembrou-se que ela fora o segredo de seu sucesso. Não poderia matar a base do seu império, então tentou fugir dela. A Inveja estava observando de longe no momento em que o Homem ficou preso na própria teia, e a Mentira cortou uma relação aparentemente simbiótica, ao picar-lhe o rosto. O veneno penetrou em seu cérebro e seu corpo ficou pendurado em fios fúnebres...

Certamente o Homem esperava que fosse morrer nas mãos da Ética, Honestidade ou Justiça. Mas não foi necessária a participação de tais leões, visto que a própria Mentira o matou enquanto ele se embolava na própria teia. A Mentira não morreu. Ela viu os filhos do Homem terem ainda mais filhos, e assim sucessivamente. Ela olhava, com seus oito olhos, para todos os seus rebentos. E sabia que, cedo ou tarde, todos teriam o mesmo final.

4 Comments:

Anonymous Anônimo said...

voce trabalhou pouco no texto mas ficou boa a analogia


:)

refaça-o!

1:45 PM  
Blogger Bob said...

fiza rapidinho... de manhã cedinho com sono...
no improviso... só pra não ficar sem nada
mas agora o texto de joão ta brocante...
muito bom mesmo...

4:30 PM  
Blogger Rider said...

cara eu li a poesia e achei legal, dae fiquei meio que com preguiça de ler o texto,mas bob me encorajou, ae eu vi que o texto ta excelente, muito bem escrito, a moral ta mt legal, gostei msm , esse menino tem jeito pra coisa xD

flwz abrçs =)

5:25 PM  
Anonymous Anônimo said...

verdade, o texto do João tá ótimo! Adorei! (:
Interesante o modo com que vcs olham a sociedade e o homem, to adorando acompanha isso aqui.. hehe

Beijo meninos.

9:53 AM  

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