E agora, Drummond?
E agora, Drummond?
João Guilherme M. M. de Almeida
Não tirei as pedras do caminho,
E nem a lua nem o conhaque me comoveram...
Não acabou a festa, minha luz não apagou!
Do meu anjo torto não tenho lembranças...
Mundo mundo vasto mundo,
Se eu vivesse em silêncio profundo,
Seria um pseudo-nada perdido na imensidão;
Mundo mudo vasto e imundo,
A maldade subjugou a rima!
Se fossem apenas as pernas...
Para que tantos olhos, meu Deus,
Perguntam os olhos meus.
Espere... Não é tempo de absoluta depuração?
Viver é uma ordem! Ordem e progresso,
Os corações secos tecem um trabalho maquiavélico.
Por que é micro e não macroeternidade?
Quem vai saber os limites da propriedade?
Para que as retinas?
Para que não esquecer?
Para que, como o que, por quê?
O coração ficou confuso e perdido,
O Não sem sentido.
O olvido insensível e a mão tangível
Pensaram que o infindo, embora lindo,
Justamente lindo, seria esquecido...
E aquele que amava aquela que amava o outro que amava
Sei lá quem que não amava ninguém,
Acabou amando a si mesmo, em jardins ilógicos...
E aquela flor que furou o tédio, o nojo, o ódio?
Ah, aquela... Virou amarela e medrosa.
E o título? Dizia isso, fazia aquilo.
E ainda é irônico, ainda desliza, ainda tem ritmo,
Ainda é brasileiro e moreno.
Ainda é, sobretudo, poeta.
Os acontecimentos, as retinas?
Fatigaram-se após o legado do mundo!
E criou-se o terreno para flores novas,
Para criação de novas chaves, para o saber do amar é.
E agora, José?
E agora, Carlos?
Quem é que se esconde?
E agora, Carlos?
José, para onde?
Para melhor entendimento leiam: (É REALMENTE ACONSELHÁVEL! VALE A PENA!)
José
Poema de sete faces
No meio do caminho
Memória
Os ombros que suportam o mundo
A flor e a náusea
Quadrilha
O Deus de cada homem
Congresso Internacional do Medo
Também já fui brasileiro
Procura da poesia
Tudo de Carlos Drummond de Andrade.
João Guilherme M. M. de Almeida
Não tirei as pedras do caminho,
E nem a lua nem o conhaque me comoveram...
Não acabou a festa, minha luz não apagou!
Do meu anjo torto não tenho lembranças...
Mundo mundo vasto mundo,
Se eu vivesse em silêncio profundo,
Seria um pseudo-nada perdido na imensidão;
Mundo mudo vasto e imundo,
A maldade subjugou a rima!
Se fossem apenas as pernas...
Para que tantos olhos, meu Deus,
Perguntam os olhos meus.
Espere... Não é tempo de absoluta depuração?
Viver é uma ordem! Ordem e progresso,
Os corações secos tecem um trabalho maquiavélico.
Por que é micro e não macroeternidade?
Quem vai saber os limites da propriedade?
Para que as retinas?
Para que não esquecer?
Para que, como o que, por quê?
O coração ficou confuso e perdido,
O Não sem sentido.
O olvido insensível e a mão tangível
Pensaram que o infindo, embora lindo,
Justamente lindo, seria esquecido...
E aquele que amava aquela que amava o outro que amava
Sei lá quem que não amava ninguém,
Acabou amando a si mesmo, em jardins ilógicos...
E aquela flor que furou o tédio, o nojo, o ódio?
Ah, aquela... Virou amarela e medrosa.
E o título? Dizia isso, fazia aquilo.
E ainda é irônico, ainda desliza, ainda tem ritmo,
Ainda é brasileiro e moreno.
Ainda é, sobretudo, poeta.
Os acontecimentos, as retinas?
Fatigaram-se após o legado do mundo!
E criou-se o terreno para flores novas,
Para criação de novas chaves, para o saber do amar é.
E agora, José?
E agora, Carlos?
Quem é que se esconde?
E agora, Carlos?
José, para onde?
Para melhor entendimento leiam: (É REALMENTE ACONSELHÁVEL! VALE A PENA!)
José
Poema de sete faces
No meio do caminho
Memória
Os ombros que suportam o mundo
A flor e a náusea
Quadrilha
O Deus de cada homem
Congresso Internacional do Medo
Também já fui brasileiro
Procura da poesia
Tudo de Carlos Drummond de Andrade.

2 Comments:
demaaaaaaais!
quase chorei lendo isso.
É sem dúvida uma grande homenagem a um grande poeta Brasileiro q tanto nos inspira!
=]
Velho, eu sou fã dele...
Seria realmente interessante que antes de ler essa minha modesta homenagem vocês lessem os poemas que eu indiquei!
O poema é 97,5% intertextual!
:D
beijinhos pa vocês..
asduashdiuashidui
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