quinta-feira, dezembro 21, 2006

Felicidade


Felicidade

É nas coisas simples
Da vida que se faz a felicidade
Não sei se ouvi de alguém
Se isso veio de minha mente
Ou se li em algum lugar

A respeito do assunto
Sei apenas que concordo com isso
Sim, grito ao mundo inteiro...
E repito
É nas coisas simples
Da vida que se faz a felicidade

É com um sorriso
Da pessoa amada
É com um abraço
De um amigo verdadeiro

É poder ajudar alguém
Só pelo prazer de ajudar
É ficar perto
De quem você gosta
Só por ficar
É sorrir
Sem saber o porque

É ir a praia aos domingos
E ver o mar
É ver o sol se por
Ver a lua crescer no céu
Ver o sol nascer
Ver a chuva

A felicidade não é eterna
É sim fugaz
Ela vem e vai como as ondas do mar
Ela é misteriosa como a natureza
É bela como a vida
Complexa como o universo
Simples como só a felicidade pode ser

Feliz é aquele
Que sabe ver a felicidade
Das coisas tristes da vida
Que de tudo tira um sorriso
Feliz é aquele
Que não tem medo de chorar
De emoção ou de tristeza
Que tira do choro o alivio
E volta a sorrir depois de tudo

A felicidade se faz das coisas simples
E quem acha que ser grande é ser feliz
Será infeliz a vida toda
Pois não conhece a felicidade de ser pequeno

E mais uma vez
Grito ao mundo que é grande e infeliz
Que a felicidade se faz
Nas coisas simples da vida.

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Texto por
Gabriel Bob Nascimento Santos

Desenho por
Jõao Guilherme

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sábado, dezembro 16, 2006

Zé ninguém



Zé ninguém

Maria morava no morro da alegria, um lugar onde a alegria se fazia na tristeza da miséria de um dia seguinte. Maria como todas as jovens de sua idade, viveu as alegrias da vida muito cedo, e aos 16 ficou grávida.

E foi no morro da alegria, num dia qualquer, que ninguém nasceu, Zé ninguém, Filho de Maria com um alguém. Zé ninguém era um garoto franzino, mal tinha dois quilos quando nasceu. Mas Zé suportou as dificuldades do parto e veio ao mundo, e suportou a miséria de sua infância.

Apesar de sua parca alimentação, saúde frágil e do trabalho diário, ninguém estudou muito, e como ninguém saiu do morro e foi para a faculdade. Foi fazer direito, faculdade de direito, no meio de tanta pobreza Maria, mãe de Zé, se orgulhava de seu filho, pois ali ninguém tinha futuro.

E ninguém se tornou um juiz honesto e honrado, e ao contrario de seus colegas, ninguém fez direito.

Mas Zé era mal visto pelos grandes magnatas da cidade. "Quem esse zé NINGUÉM pensa que é, pra querer desafiar o poder??" Diziam eles e riam um riso asqueroso, riam do pobre Zé.

E Zé foi perseguido, foi ameaçado, foi punido, e voltou para o morro da alegria. E Ninguém foi feliz, viveu com sua mulher e filhos na casa de sua mãe, Maria,velha e doente. E Zé trabalho duro, foi pedreiro, feirante aos domingos, gari durante as noites, e apesar do pouco dinheiro, Zé sempre sustentou a família.

E como ninguém tinha coração nobre, ajudou os vizinhos quando precisaram, e ninguém sempre foi honesto, mesmo quando não tinha o que comer.

Mas uma vez ou outra Zé era confundido com traficante, preso por engano, apanhava da polícia, e depois era solto. Até que um dia levaram o Zé, bateram nele, e ninguém revidou, e Zé sumiu, e seu corpo apareceu deformado, num lixão.

Mas hoje no morro da alegria Zé ainda é lembrado, pois ninguém teve um coração tão grande, ninguém era bom, honrado e honesto, e ninguém foi morto pela policia. E mais um ano se passou e o morro da alegria continua ali, do mesmo jeito, cheio de Zé e Marias, e muitos ninguém.


Momento raro de inspiração.
Texto por Gabriel Bob Nascimento Santos.

ilustração-Neto Robatto

domingo, dezembro 10, 2006

Imagine



Para quem tem força de vontade e imaginação não existe o impossível! Limites? Isso é só para quem acredita neles.

texto e ilustração-Neto Robatto