Relatório de um vivente
Relatório de um vivente
Eu, que vim ao mundo despido e descrente,
trazendo comigo o questionamento da minha existência.
Ví o egoísmo se disseminar como praga,
e sofri as dores subjugadas aos inocentes
Amei inconsequentemente,
e despenquei das nuvens as quais subi com tanto esforço
Ví meus planos serem desmantelados
e ouvi juras de amor eterno,
que tinham validade de pouco mais de uns dias.
Cansei da chaga sangrenta que transbordava confiança platônica.
Busquei como saída a privação de sentimentos,
E passei a sofrer com o vazio da alma
Atirei-me de cara no mundo
e o mundo me atirava na cara!
Sem vergonha do ridículo,
ridicularizava a vergonha.
E descobri que rir das minhas imperfeiçoes
é mais que loucura
é mais q divino
Pobres dos que não aprenderam o que estou a aprender
Sei que o que eu sei não vale nada
se não vier anexada a imaginação
Agora sou meu próprio governo
sou minha própria igreja
e o dia só deve valer se,
apesar de saber o q nos aguarda,
ainda houver surpresa.
admito ainda temer a vida
mas a morte me é indiferente
estou fadigado de vê-la atravessar meu caminho,
sempre arrastando pessoas diferentes
em histórias tão iguais das quais a TV não cansa
ao fim só restarão lembranças
de um mundo de valores invertidos,
viciado em morbidez
ainda criarei uma nova realidade,
baseado em mais um sonho incomum,
que logo não terá espaço para mim.
E serei esquecido.
E hei de morrer como tantos outros
e como qualquer outro
levando ao meu sepulcro
a indagação de quem muito já aprendeu:
Por quê?
Eu, que vim ao mundo despido e descrente,
trazendo comigo o questionamento da minha existência.
Ví o egoísmo se disseminar como praga,
e sofri as dores subjugadas aos inocentes
Amei inconsequentemente,
e despenquei das nuvens as quais subi com tanto esforço
Ví meus planos serem desmantelados
e ouvi juras de amor eterno,
que tinham validade de pouco mais de uns dias.
Cansei da chaga sangrenta que transbordava confiança platônica.
Busquei como saída a privação de sentimentos,
E passei a sofrer com o vazio da alma
Atirei-me de cara no mundo
e o mundo me atirava na cara!
Sem vergonha do ridículo,
ridicularizava a vergonha.
E descobri que rir das minhas imperfeiçoes
é mais que loucura
é mais q divino
Pobres dos que não aprenderam o que estou a aprender
Sei que o que eu sei não vale nada
se não vier anexada a imaginação
Agora sou meu próprio governo
sou minha própria igreja
e o dia só deve valer se,
apesar de saber o q nos aguarda,
ainda houver surpresa.
admito ainda temer a vida
mas a morte me é indiferente
estou fadigado de vê-la atravessar meu caminho,
sempre arrastando pessoas diferentes
em histórias tão iguais das quais a TV não cansa
ao fim só restarão lembranças
de um mundo de valores invertidos,
viciado em morbidez
ainda criarei uma nova realidade,
baseado em mais um sonho incomum,
que logo não terá espaço para mim.
E serei esquecido.
E hei de morrer como tantos outros
e como qualquer outro
levando ao meu sepulcro
a indagação de quem muito já aprendeu:
Por quê?
desenho e texto por: Neto Robatto

5 Comments:
Oiie !
Passando pra dizer está em legal o blog!
Gostei do textooo.
Beeijoss
Netoooo!
Muito massa seu blog! Curti mesmo!!
=DD
Tá show o desenho também... ^^
Beeijão
Hummm..
Estou sem palavras..
=D
Adoorei o texto..
Me identifiquei bastante com ele.
Como sempre vc mandando ver hein Neto??
Parabéns!
^^
Gostei mttttt do blog!!! Os textos são super legais!! Me chamou atenção a forma cm vcs escrevem... bem simples o q torna o entendimento facil. N precisando usar linguagem rebuscada p expressar o q queriam dizer... Mt bom msm....
Gostei pra caramba do texto e do desenho, parabéns
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