quinta-feira, outubro 23, 2008

BLOG DESATIVADO

Olá pessoal! Muito tempo sem ninguém dizer nada por aqui. Bom, como o blog entrou em desuso, acho que é válido informar-lhes que o blog está "provisoriamente" fechado. Agradecemos todas as visitas e comentários, principalmente de 2006, ano de nascimento deste blog, e também do ano de 2007, quando ainda postávamos aqui.

Se, por um motivo qualquer, alguém quiser nos contatar, é fácil nos encontrar no Orkut ou mesmo em outros blogs, como http://www.acurvadovento.blogspot.com/ ou www.iraurbana.blogspot.com, os blogs de Bob e o meu, respectivamente.

Enfim, basicamente, é isso. Valeu!
;D

sábado, junho 02, 2007

Hino à Pátria


Hino à Pátria

Por: Gabriel Nascimento Santos _Bob_


Ouviram do São Francisco as margens mortas

De um povo escravo o grito de socorro

E o som da liberdade em ondas curtas

Ficou calado nessa Pátria a todo instante

Se com dor a igualdade

Conseguimos simular com braços fortes

Em teus seios ó liberdade

Os corruptos mamam até a morte

“Ó Pátria amada

Idolatrada

Salve, salve”

Brasil, um sonho eterno, nas mentes vívido

De amor e esperança ninguém esquece

E em teu povo risonho e triste

A miragem da igualdade ainda cresce

Gigante pela própria natureza

Está feio, fraco, vencido colosso

E em teus olhos embaçados só há tristeza

“Terra adorada

Entre outras mil

És tu Brasil

Ó Pátria amada”

Dos filhos deste solo a mãe sumiu

Pátria amada Brasil

Deitado eternamente na areia da praia

Ao som do cavaquinho e a luz fraca de um poste

Foges ó Brasil dos vícios que te cercam

E mostra tua grandeza a todo o mundo

Nossa terra tão sofrida

Teus cercados pastos não dão flores

As florestas já sem vida

Nossa vida no teu seio esquece as dores

“Ó Pátria amada

Idolatrada

Salve, salve”

Brasil, amor eterno te dedicamos

Do nosso peito com sofrimento estampado

E o sonho verde-louro dessa flâmula

É paz no futuro sem o sofrimento do passado

Mas na mão dessa justiça teu povo sofre

Mesmo assim nenhum filho teu foge à luta

E sonha, quem por ti chora, até a morte

“Terra adorada

Entre outras mil

És tu Brasil

Ó Pátria amada”

Dos filhos deste solo ainda és mãe gentil

Pátria amada Brasil


___________________________________________________________________
A ideia de fazer uma parodia com o hino nacional tava na minha mente a um tempão,
espero que nenhum patriota sinta se ofendido, porque isso não é uma ofensa a Pátria, e sim
uma demonstração de patriotismo, pois esse hino é um retrato critico do estado de calamidade
de uma sociedade de grande potencial, ao contrário do Hino nacional que eleva a imagem do Brasil em cima de uma história mentirosa e mal contada com muito Heroísmo e glória.


Gabriel Nascimento Santos _Bob_



sábado, maio 26, 2007

E agora, Drummond?

E agora, Drummond?
João Guilherme M. M. de Almeida

Não tirei as pedras do caminho,
E nem a lua nem o conhaque me comoveram...
Não acabou a festa, minha luz não apagou!
Do meu anjo torto não tenho lembranças...
Mundo mundo vasto mundo,
Se eu vivesse em silêncio profundo,
Seria um pseudo-nada perdido na imensidão;
Mundo mudo vasto e imundo,
A maldade subjugou a rima!
Se fossem apenas as pernas...
Para que tantos olhos, meu Deus,
Perguntam os olhos meus.
Espere... Não é tempo de absoluta depuração?
Viver é uma ordem! Ordem e progresso,
Os corações secos tecem um trabalho maquiavélico.
Por que é micro e não macroeternidade?
Quem vai saber os limites da propriedade?
Para que as retinas?
Para que não esquecer?
Para que, como o que, por quê?
O coração ficou confuso e perdido,
O Não sem sentido.
O olvido insensível e a mão tangível
Pensaram que o infindo, embora lindo,
Justamente lindo, seria esquecido...
E aquele que amava aquela que amava o outro que amava
Sei lá quem que não amava ninguém,
Acabou amando a si mesmo, em jardins ilógicos...
E aquela flor que furou o tédio, o nojo, o ódio?
Ah, aquela... Virou amarela e medrosa.
E o título? Dizia isso, fazia aquilo.
E ainda é irônico, ainda desliza, ainda tem ritmo,
Ainda é brasileiro e moreno.
Ainda é, sobretudo, poeta.
Os acontecimentos, as retinas?
Fatigaram-se após o legado do mundo!
E criou-se o terreno para flores novas,
Para criação de novas chaves, para o saber do amar é.
E agora, José?
E agora, Carlos?
Quem é que se esconde?
E agora, Carlos?
José, para onde?



Para melhor entendimento leiam: (É REALMENTE ACONSELHÁVEL! VALE A PENA!)
José
Poema de sete faces
No meio do caminho
Memória
Os ombros que suportam o mundo
A flor e a náusea
Quadrilha
O Deus de cada homem
Congresso Internacional do Medo
Também já fui brasileiro
Procura da poesia

Tudo de Carlos Drummond de Andrade.

domingo, maio 13, 2007

Relatório de um vivente


Relatório de um vivente

Eu, que vim ao mundo despido e descrente,
trazendo comigo o questionamento da minha existência.
Ví o egoísmo se disseminar como praga,
e sofri as dores subjugadas aos inocentes

Amei inconsequentemente,
e despenquei das nuvens as quais subi com tanto esforço
Ví meus planos serem desmantelados
e ouvi juras de amor eterno,
que tinham validade de pouco mais de uns dias.

Cansei da chaga sangrenta que transbordava confiança platônica.
Busquei como saída a privação de sentimentos,
E passei a sofrer com o vazio da alma

Atirei-me de cara no mundo
e o mundo me atirava na cara!
Sem vergonha do ridículo,
ridicularizava a vergonha.
E descobri que rir das minhas imperfeiçoes
é mais que loucura
é mais q divino

Pobres dos que não aprenderam o que estou a aprender
Sei que o que eu sei não vale nada
se não vier anexada a imaginação

Agora sou meu próprio governo
sou minha própria igreja
e o dia só deve valer se,
apesar de saber o q nos aguarda,
ainda houver surpresa.

admito ainda temer a vida
mas a morte me é indiferente
estou fadigado de vê-la atravessar meu caminho,
sempre arrastando pessoas diferentes
em histórias tão iguais das quais a TV não cansa

ao fim só restarão lembranças
de um mundo de valores invertidos,
viciado em morbidez

ainda criarei uma nova realidade,
baseado em mais um sonho incomum,
que logo não terá espaço para mim.
E serei esquecido.

E hei de morrer como tantos outros
e como qualquer outro
levando ao meu sepulcro
a indagação de quem muito já aprendeu:

Por quê?


desenho e texto por: Neto Robatto

domingo, maio 06, 2007

Poema

Se eu fosse um poeta
Faria um lindo poema
Encheria-o de rimas
Ou palavras difíceis
Faria até poemas de amor

Mas não tenho talento
Por isso arranco da mente
Palavras perdidas no pensamento
E lanço- as contra um papel
E faço versos soltos
Que dançam em minha frente

A sim, se eu fosse um poeta
Faria um grande poema

Gabriel Santos [Bob]

_________________________

Poeminha pra não perder o costume de atualizar...

terça-feira, maio 01, 2007

Sonho

Estava eu um dia
Entrando na padaria
Um menino descalço
Estendeu-me a mão
Daria-lhe umas moedas
Mas ele falou baixinho
Tio...
Me COMPRA um Sonho?

Gabriel Bob
_________________________

Poeminha simples... mas acho que tem uma mensagem boa...

espero que gostem...

sábado, abril 21, 2007

O dilúvio em uma frase só

O dilúvio em uma frase só

E, como todos os dias, lá estava ela tomando o seu chá. Cinco e meia da manhã, em uma manhã fria, em uma varanda fria, recebendo uma fria brisa no rosto. Voavam alguns pássaros em uma direção qualquer... Ela fitava-os, deprimindo-se, absorta em devaneios tão tolos quanto os pássaros que por ali passavam. Por um motivo qualquer, eles não eram mais invejáveis. Se trouxessem ou representassem alguma outra coisa, certamente seria a simples e pura angústia. Tão cedo, tão absurdamente cedo, e ela já estava impecavelmente vestida e maquiada. Mas ela só tinha 60 anos. O chá frio, aos poucos, ia esfriando o seu coração e congelando as lágrimas e sufocando o grito e estancando o sangue e petrificando a alma, até o ponto em que toda a amargura encerrava-se em um gole seco. Ela fechava os olhos, suspirava e então tomava outro gole e, intimamente desesperada, esvaziava xícaras e mais xícaras.

Pois bem, este era o início de mais um agradável dia. Todos os dias eram assim, mas será que hoje, um dia que parece especial, e até poderia sê-lo, tem alguma coisa de diferente? Não. Tudo permanecia igual. Fim da hora do chá. Levantou-se, com elegância, e pôs-se a caminhar para dentro da mansão. Só existiam dois destinos para quem adentrasse naquela varanda: um deles era voltar. Então ela voltou, saindo direto na sala de música. Ultrapassou a sala, sem nem lembrar quais eram os instrumentos que estavam ali havia tantos anos... Caminhou mais um pouco e, inesperadamente, parou ao lado da sala de arte, ou assim ela passou a se chamar quando o marido morreu. Virou-se e deparou-se com aquela velha porta, fechada desde o falecimento do seu respectivo criador. Hesitou... “Por quê?” – ela perguntava, sem saber à quem perguntava.

Abriu a porta. Apreciou por poucos segundos todos aqueles quadros, até que o seu inóspito coração encolheu e como quem fechasse as portas da alma, fechou as portas daquela sala amedrontadora. E no corredor, ela sentiu vergonha, remorso e arrependimento. Uma vontade de chorar dos infernos bateu-lhe no peito, rasgando uma parte do seu ego e do seu orgulho, mas não derramou uma lágrima sequer. Não poderia, sendo quem e como era, borrar a maquiagem. Deu meia-volta, subiu pela escada aqueles habituais dois andares e foi para o próprio quarto, como de costume. Sentou-se na poltrona, mas não para tricotar, como prezam as boas histórias, e sim para procurar uma solução para os seus problemas. Procurou, neste dia tão mórbido quanto todos os outros, solução para os sentimentos que a perturbavam As causas ela esqueceu de procurar, por um motivo qualquer. Vai ver é porque tinha gente batendo na porta do quarto.

Entrou no quarto a jovem Angélica, menina boa e esforçada, que juntamente com um jardineiro e um motorista, formava o quadro serviçal da casa. Pouca gente para muito espaço, é verdade. Todavia, é assim que o mundo funciona. Ao abrir a porta e antes mesmo de entrar, recebeu uma única ordem: avisar ao motorista que a patroa estava de saída. Poucos minutos depois, ainda vestida e maquiada, e agora de óculos escuro, ela foi ao cemitério.

Não levou uma flor sequer para o marido. Não derramou uma única lágrima, e nem deu sinal de fraqueza. Apelas olhava-o, como se fosse uma roupa cafona em uma vitrine espalhafatosa. Concomitantemente, seu coração borbulhava de amor e ódio, entrelaçados como rios que se juntam e deságuam na mesma foz. Aquele desgraçado fora uma das duas coisas que já amara na vida. Ele era o único, e quando se foi, ela substituiu seu amor por uma nova paixão, muito mais acessível e de fácil compreensão.
Assim que saiu do cemitério, em habitual surto do século XXI, foi ao shopping fazer compras. E ela comprou muito, e ficou quase feliz, sentiu-se realizada e praticamente tranqüila. Trocara os seus sonhos pelo consumismo selvagem, pela máscara impenetrável, pela hipocrisia consigo mesma! E comprava tudo, o necessário, o desnecessário, o novo, a moda, a inveja! Comprava livros que não leria, roupas que não usaria, jóias que esqueceria... Comprava o orgulho dos vendedores e transeuntes, e cada passo fulminante corroborava a estratificação, acentuando a confirmando a indiferença execrável do seu coração hipocondríaco! Sentia-se superior, por alguns momentos, até se lembrar que vivia em um mundo fúnebre, despótico, marasmático, deveras asmático e incalculavelmente triste. Aquela mulher atrás dos óculos intransponíveis e da maquiagem inexaurível escondia-se para esquecer das mazelas do mundo e dos próprios medos. Acontece que ela também sentia fome, e, então, voltou para casa para almoçar.

Chegando em casa, atirou as comprar em um canto e gritava para que Angélica servisse o seu almoço, pois ela tinha pressa. Pressa de quê? De nada, mas ela tinha pressa. Muito eficiente, Angélica já havia posto o almoço à mesa, e estava ali perto, de plantão, para o caso da patroa chamá-la. A patroa sentou-se à mesa contemplando a magnífica extensão e beleza da mesma. Uma mesa incomum, belíssima, para trinta pessoas. Para trinta pessoas, entretanto, havia vinte e nove cadeiras vazias. Na ponta, isolada do nada, a soberana comia, solitária e vazia.

Antigamente, quando finado era vivo, ele trazia famílias pobres para almoçar com eles toda segunda, quarta e quinta-feira. Tinha também muito mais empregados, mas não por luxo desnecessário, e sim porque sentia-se feliz quando empregava um pai de família. Que homem notável! Já sua esposa sempre fora indiferente e vaidosa. Mas ela admirava-o e amava-o acima de tudo! Como homem, como pintor, como músico e se espelhando nele, o tempo fazia com que se tornasse uma pessoa melhor. Era um homem honesto, justo, talentoso, bonito e rico! È lógico que esse homem nunca existiu. Seus almoços para os pobres serviam de publicidade para sua empresa, ele tocava e pintava muito mal, por isso seus quadros estavam todos guardados em uma sala e os instrumentos empoeirados entregues às moscas. Ele não sabia que era a própria esposa quem comprava seus quadros e os escondia, já que ela não queria vê-lo triste. Os empregados eram constantemente substituídos, visto que ele não confiava em nenhum deles. Embora não chegasse a ser feio, bonito também não era. Sonegava imposto e demitia sem justa causa. De qualquer maneira, duas coisas eram certas: ele era rico e ela o amava.

Quando ele se suicidou, jogando-se de uma varanda, foi como se o mundo tivesse acabado. Ela trancou a maioria dos aposentos da casa, despediu quase todos os serviçais e começou a tomar chá pela manhã. Era tão apegada ao marido e ao mesmo tempo sentia-se tão presa e dependente... Com o tempo, adaptou-se à perspectiva do século XXI, e gradualmente trocou o amor de um homem, independentemente de suas falhas, pelo prazer jocoso e multifacetado de um sistema no qual os aforismos não tem valor algum. Era como se o mundo vivesse o tempo todo o Carnaval de Veneza. Tantas máscaras diferentes... Uns escondiam-se atrás da fé e tantos outros atrás de um caráter cético e niilista! Eram todos, enfim, protagonistas de um baile de máscaras incansável, interminável e que se fazia inexpugnável através dos homens e sua cultura diletante, fortalecendo-se à base do continuísmo.

O destino do homem é viver em guerra e o que mudam são as armas, ela tinha certeza. Do que adianta cair o Muro de Berlim, se novos muros são erguidos? Do que adianta a independência das nações, já que um homem depende do outro? E ela era mais uma formiga, questionando o valor da vida, enquanto almoçava em uma mesa vazia, com o coração vazio e a boca cheia. Pensou até em chamar Angélica para sentar-se à mesa, um fio de esperança fez-se em seus olhos, pronto para quebrar a quietude insuportável e o silêncio apocalíptico. Mas pensou melhor e não deu o braço a torcer; não precisava de ninguém e seu orgulho era vitorioso. Que controvérsia!

Retirou-se da mesa e foi para o quarto. Começou a ler o jornal, mas teve a impressão de que o grau dos seus óculos havia aumentado, pois as notícias não mais eram entendidas por ela. Que diferença faz? Não tinha percebido como havia demorado no cemitério e no shopping, até que ligou a televisão e foi dar uma volta na casa (mansão, tanto faz)... Entrou na sala de música, e viu-se tocando aquele piano velho, distraída e cansada. Ela só conhecia melodias tristes e até se sentiu surpresa ao reparar que lembrava delas. Ela experimentou a harmonia de estar com ela mesma, ouvindo o próprio som e tocando a própria alma. Perdeu-se nas horas, na música e na vida. Lembrou-se do dia em que o marido morreu.

Os dois na varanda, leves, nus, no momento em que o Sol estava quase se pondo. O olhar de um fixo no do outro, depois de uma tarde sem luxúria, sem pecado e sim, coisa rara, uma tarde de amor... Os olhares eram feitos de fogo, de ardor, de uma paixão louca e que, de repente, não fazia diferença alguma. O segundo que antecedeu as palavras foi tão intenso, tão inexplicavelmente poderoso que o fogo virou gelo e ardeu esfriando as máscaras despedaçadas de dois seres humanos, de duas almas distintas que se ligariam atrás do próximo segundo, segundo este que insistia em procrastinar-se e que quando veio, veio com a potência de um gole de chá:
- Do que adianta você me olhar nos olhos, se não é capaz de enxergar as profundezas do meu coração? – Ela falou com a alma e a boca foi um instrumento desnecessário. E depois daquele dia, para quem quisesse saber, ele havia se suicidado.

Exausta, deixou o piano de lado e foi deitar-se, livre de adjetivos. Tão cansada que nem tirou a maquiagem. Entrou no quarto, olhou as compras do dia no canto e, com um discreto sorriso, fechou os olhos. Quando os abriu, sentiu-se diferente. Sentou-se na cama e passou a observar o quarto. De repente, a televisão começou a virar água. Sumiu, era água! Os livros começaram a virar água, junto com as jóias, as compras, a cama e com o seu orgulho! A água já estava na altura do peito quando sua própria roupa e brincos e colar e braceletes de ouro que estavam consigo viraram água. Ela sentiu-se leve, livre e feliz! Que harmonia, que paz, que mistério... Era uma felicidade tão grande que até parecia que o mundo era bom!

Subitamente, ela acordou. A televisão, as compras, as jóias.. Estava tudo lá! Que desespero! As lágrimas desceram impiedosas, borrando a maquiagem, destruindo tudo o que encontravam. Ela soluçava em um estado indescritível... O quão tarde seria hoje para chorar? Antes tivesse chorado mais cedo, de modo a evitar que as lágrimas viessem tão densas, caóticas e angustiantes! Saiu correndo, deselegante, em direção ao seu destino. Desceu os dois andares, deixou para trás a sala de música e pisou firme na varanda. Quantos amores havia tido na vida? Seriam dois ou um só? Seria o primeiro um pretexto para alcançar o segundo? Um colapso do século XXI? Ela não sabia.

Nasciam os primeiros raios de Sol e um pássaro voava livre dos grilhões de uma humanidade perversa. Ele vivia, mas não carregava o peso do viver humano. Só existiam dois destinos para quem adentrasse naquela varanda: ela não voltou pela porta que entrou, naquele que foi o dia mais feliz de sua vida.
NOTA: Nossa, tinha tempo sem escrever um conto! Hehe..
Comentem, né? Abraços!
João Guilherme
:D